aventuraarrasto os olhos. pelas ramagens do amanhecer. não sei. a que horas o meu corpo. se deitará. ouço o mar. a carrinha do pão quente. o roncar longínquo dos navios. já foste à cama? ou ainda bebes os últimos copos? eu embriago-me. entre linhas. uma bebedeira. como tantas outras. lembro-me. vagamente. que habitei a noite. e fui desenhando umas quantas frases sem nexo. nos embaciados vidros. dos que se entregam ao amor. em carros usados. o relatório do amanhecer. escrevo-o. porque. como ocasional espião da noite. não devo apenas falar. das palavras cansadas. que me chamam. do fundo do silêncio. digo-te que a noite. não se arruína em estridências. apenas. descobrem-se lugares. onde o desejo. deflagra. e os corpos são lume vivo à beira-mar. a nocturna viagem dos amantes. devia ter seguro contra todos os riscos. porque. tudo o que é a aventura. está condenada ao cerco.
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(imagem de mariah)