12/03/09


eternos aprendizes


somos

irremediavelmente

discípulos

um do outro.

a minha voz

sombra cansada

segue

no mais íntimo

silêncio

a dança dos teus

olhos.

alta chama

que se renova

em cada instante.

as palavras

que escrevo

em horas

antigas

encontram

na avalanche

dos teus sonhos

uma página

intacta

nascente ofício

de aprendiz.

sabes dizer-me

se há ainda

uma pátria

em que

sobre as

velhas lágrimas

do pobre mestre

desça

um leve

atordoamento

discípulo

do mesmo

tempo.

que é o nosso

e não

tem idade?


*

(imagem de deviantart)

1 comentários:

mari@ disse...

Não te amo como se fosse rosa de sal, topázio
ou flecha de cravos que propagam o fogo:
te amo secretamente, entre a sombra e a alma.

PN

*