
eternos aprendizes
somos
irremediavelmente
discípulos
um do outro.
a minha voz
sombra cansada
segue
no mais íntimo
silêncio
a dança dos teus
olhos.
alta chama
que se renova
em cada instante.
as palavras
que escrevo
em horas
antigas
encontram
na avalanche
dos teus sonhos
uma página
intacta
nascente ofício
de aprendiz.
sabes dizer-me
se há ainda
uma pátria
em que
sobre as
velhas lágrimas
do pobre mestre
desça
um leve
atordoamento
discípulo
do mesmo
tempo.
que é o nosso
e não
tem idade?
*
(imagem de deviantart)

1 comentários:
Não te amo como se fosse rosa de sal, topázio
ou flecha de cravos que propagam o fogo:
te amo secretamente, entre a sombra e a alma.
PN
*
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