também acredito. que a prosa é serena. como os teus lábios.
as palavras chamam-me. com a mesma lentidão. das tardes de
Setembro. em que passas devagar. pela orla. a prosa. conta-nos. em longos capítulos. a impossibilidade do nosso encontro. leio-te ao longe. invento-te noutro país. e o corpo de mulher que anda pela praia deserta. até pode ser o teu. mas é na ficção. que ele habita. os romances escrevem-se. para dar nome. ao que não alcançamos se agora te chamasse. neste preciso momento. em que na página vinte e cinco. a mulher se lamenta. tu vinhas ter comigo. entre dois pontos. beijavas-me. isso só acontece nos romances. na prosa. serena. como lhe chamas. se eu te lesse em poesia. cada verso que te escrevesse. morria nos teus olhos. e em silêncio te despedias. estás sempre mais longe. no poema.




























