Amor em tempos de crisearrasto os olhos. pelas ramagens do amanhecer. não sei. a que horas o meu corpo. se deitará. ouço o mar. a carrinha do pão quente. o roncar longínquo dos navios. já foste à cama? ou ainda bebes os últimos goles? eu embriago-me desta forma. menos prazenteira: palavras em vez de conhaque. ontem. a noite. estava fria. as ruas quase desertas. e antes que me enredasse em profecias tontas. passei horas a escrever frases sem nexo. nos embaciados vidros. dos que fogem da crise. e se entregam desvairadamente ao amor.
em carros roubados.
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