em prosa serenatambém acredito. que a prosa é serena. como os teus lábios. escorre mansamente. as palavras chamam-me. com a mesma lentidão. das tardes de estio. em que passas devagar. pela orla. a prosa. conta-nos. em longos capítulos. a impossibilidade do nosso encontro. leio-te ao longe. invento-te noutro país. e o corpo de mulher que anda pela praia deserta. até pode ser o teu. mas é na ficção. na prosa serena. que ele habita. os romances escrevem-se. para dar nome. ao que não possuímos. se agora te chamasse. neste preciso momento. em que na página vinte e cinco. a mulher se lamenta. dos infortúnios do amor. tu vinhas ter comigo. entrando a chorar entre dois pontos. para me beijares. isso só acontece nos romances. na prosa. serena. como lhe chamas. se eu te lesse em poesia. cada verso que te escrevesse. morria nos teus olhos. e em silêncio te despedias. estás sempre mais longe. no poema.
amas. em prosa serena. ponto final.
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2 comentários:
fica, aqui, um beijo meu (sereno e doce!)
... e um sorriso :)
"e em silêncio te despedias"
...um grito de silencio...
IC
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