20/05/07


nova vida

as horas antigas cessaram. no relógio da torre. o pranto congelou. no último refúgio do tempo. a contagem. agora. é outra. os segundos de plenitude que interrompemos no passado porque desejavas uma vida ordenada atrasam. à espera. de um trecho de eternidade que nunca conhecemos.

vem.
acertar a hora
pela luz
onde os anjos
se banham
em luas de estanho.

depois de muitas horas juntos
os corpos tornam-se cegos ignorantes.

tocar-te
pode mudar a paisagem
de um lugar.

vem.

(escrito por a. serra a 1.1.07)
(fotografia de nuno duarte)