27/05/07



corpo apagado

não é o amor das canções.
nem o odor do cais. o tiroteio da chuva sobre o mar. que nos leva à desolação. é a ressurreição do lume num corpo apagado. o vento que rouba o calor das nossa bocas. o frio dos dias adiados que nos empurra para lugares onde a saudade tem medo de existir.

(fotografia de lany costa)