30/05/07


entre parêntesis

em redor do silêncio
o indeciso rubor faz a sua casa.
o dia fecha-se numa surdina louca
é assim o amor:
instante roubado
ao tempo
à pantanosa rotina.
aceita este grito clandestino
das palavras
este impulso
que singra pela noite.
todo o fermento do sangue
se concentra
nos teus olhos.
parcela de infinito
aceso
entre parêntesis.
nas mil e uma voltas
do poema
todos os versos
chamam pelo teu rosto.
rio sem tino.
labaredas de mar.