luz de panonão passa de uma luz
de pano
branco.
um céu inválido
cortinas de sombra
soterram a cidade.
a marcar o território
com a sua caligrafia
de mulher:
este tempo
de húmidas
cabeleiras.
horas
em que regressamos
mais cedo
ao quarto
estreito.
a paisagem
lá fora
leveda
tristeza.
o frio espesso
volta
pelas
estrias
do vento.
ouve-se
de novo
o insuportável ranger
do soalho.
de pano
branco.
um céu inválido
cortinas de sombra
soterram a cidade.
a marcar o território
com a sua caligrafia
de mulher:
este tempo
de húmidas
cabeleiras.
horas
em que regressamos
mais cedo
ao quarto
estreito.
a paisagem
lá fora
leveda
tristeza.
o frio espesso
volta
pelas
estrias
do vento.
ouve-se
de novo
o insuportável ranger
do soalho.
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