18/12/11

luz de pano




não passa de uma luz

de pano

branco.

um céu inválido

cortinas de sombra

soterram a cidade.

a marcar o território

com a sua caligrafia

de mulher:

este tempo

de húmidas

cabeleiras.

horas

em que regressamos

mais cedo

ao quarto

estreito.

a paisagem

lá fora

leveda

tristeza.

o frio espesso

volta

pelas

estrias

do vento.


ouve-se

de novo

o insuportável ranger

do soalho.






*