amolador do Natalneste Natal era diferente.
nem tudo o que o amolador pedia. com o seu harmónio de
beiços. eram facas. sem gume. guarda-chuvas. sem varetas.
garfos. torcidos. neste tempo. em que a menina da aldeia
prega. rascunhos de sonhos impossíveis. em paredes
vazias. o homem da geringonça. pedia que ela
viesse à janela. com o surrado véu da avó. para
aguçar-lhe o sorriso. ele sabia. como as mãos da menina penetravam
o volume do pó. em busca de uma dádiva. mas nunca apareceu à janela. só o olhar e o harmónio do amolador. resistiam.
mesmo os candeeiros de rua. estavam apagados. este ano. o vulto da menina. permanecia emboscado. às escuras. entre as cortinas. o amolador. arrumou a tralha. e desistiu do ofício. neste Natal.
beiços. eram facas. sem gume. guarda-chuvas. sem varetas.
garfos. torcidos. neste tempo. em que a menina da aldeia
prega. rascunhos de sonhos impossíveis. em paredes
vazias. o homem da geringonça. pedia que ela
viesse à janela. com o surrado véu da avó. para
aguçar-lhe o sorriso. ele sabia. como as mãos da menina penetravam
o volume do pó. em busca de uma dádiva. mas nunca apareceu à janela. só o olhar e o harmónio do amolador. resistiam.
mesmo os candeeiros de rua. estavam apagados. este ano. o vulto da menina. permanecia emboscado. às escuras. entre as cortinas. o amolador. arrumou a tralha. e desistiu do ofício. neste Natal.
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(imagem de chpsauce)