21/05/08

não



não te olhar nos olhos
é a escuridão
a que me furto.
não ler nos teus lábios
palavras que fomos
coligindo
em secretas reverberações
é a mudez mais sofrida
não tocar a tua pele
em inesperados
encontrões
é como extinguir
as fontes
a água do corpo.
esqueceres-me
em permanente lembrança
é uma rua
vedada
que percorremos
todos os dias
em busca de uma rosa
brava
que nunca morre.
*



(fotografia alba luna)