A lágrima que deixas-te resvalar naquela tarde, trago-a ao peito, enfeitada de buganvílias e amores-perfeitos.
Porque a tua lágrima tem a força da lava e dos surdos trovões que abalam o pequeno universo onde as palavras perdem o fôlego e o sangue amotina-se nas portas traseiras do coração.
A tua lágrima aduba os dias e semeia fulgores, deixa rastos nas paredes de musgo onde me refugio.
Guardo a tua lágrima porque preciso chorar.
(dedicado a uma pessoa a 26/04/05) *
(fotografia de alicina)
