11/06/09

da carícia ausente


pela memória

ainda passam

as tuas mãos.

agora

quando abro

os punhos

uma certa

aridez

torna mais

frio

o tacto.

da carícia

ausente

canta o mar

que já não

se exprime

como outrora.

quando

a ondulação

eram

pálpebras

azuis

e os corais

ilhas de vidro

onde

habitavam

os nossos

beijos.


*


(imagem de mariah)