11/06/09

da carícia ausente


pela memória

ainda passam

as tuas mãos.

agora

quando abro

os punhos

uma certa

aridez

torna mais

frio

o tacto.

da carícia

ausente

canta o mar

que já não

se exprime

como outrora.

quando

a ondulação

eram

pálpebras

azuis

e os corais

ilhas de vidro

onde

habitavam

os nossos

beijos.


*


(imagem de mariah)

5 comentários:

Anónimo disse...

Lindo!!!!
Só mesmo de um poeta maior... :) Parabéns!

a.r. disse...

Adorei, Alberto...
de volta à escrita, que bom!!!!

*besito.

Margarida Araújo disse...

subescrevo o anterior comentário

privilégio nosso a sua partilha

bj

firmina12 disse...

dei um salto do facebook até aqui, pois já estou a ficar muito curiosa

Filipa Costa disse...

que o azul se expanda e nunca tenha um fim...