poeira que ri pousavas a mão. na incrédula sombra. que em teus joelhos.
girava. enquanto. eu. preso à imobilidade das horas. lia poemas.
e olhava-te nos olhos. um deserto branco. alastrava. no teu
rosto. nenhuma palavra. acendia. um rubor. um sorriso.
pobres versos.que contra a melancólica luz da tarde nada.
podem.
fossem eles. os poemas. aquela promessa de felicidade.
que a
noite. elabora. em amados enganos. de ocasião. e tudo era
desigual. a poesia. amealhava. glórias e etílicos arrebatamentos.
mas o poeta. que não imagina. a que horas o leitor. canta. e diz
em alta voz. seus versos. intemporais. um dia saberá. que à
tarde. o poema deve ser. conservado. higiénicamente.
porque. lida ao vento. do entardecer.
a poesia. é poeira que ri.
*
(imagem de andrea b)

5 comentários:
um entardecer cheio de poesia. lida ao vento é poeira que ri...
Adorei!!!
besito *
e faz cócegas...
Que bom, voltou o nosso homem poeta. Com os teus textos os meus dias são mais alegres.
Vem para ficar p.f.
Sublime!! Muitos Parabéns!
Faz cócegas? mas não te rias muito...
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