29/09/08


o rocha muda. mas a areia húmida e o manto da escuridão. hei-de prolongar o anónimo gemido sobre as macias paredes de um véu de carne.

Não ao grito do amor mercenário. mas a dádiva de uma semente vagabunda. hei-de viajar de poro a poro velando a nudez com um tule esmaltado de estrelas.

Não ao beijo de estátua. mas o ombro despido. hei-de amar-te com os olhos cravados na falésia.

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(fotografia de deviantart)