chega da orla um perfume morno que flutua em panos de velas extraviadas. caminhamos. passeio guiado por um quieto furacão estirado na berma dos olhos. basta um estalido da pele para tudo explodir numa golfada de fogos. somos um livro aberto no centro da rebentação. folhas e folhas arrancadas à desordenada encadernação do mar. o que ficará gravada na areia à hora da vazante. só à maré diz respeito.*
(fotografia de mariah)