29/04/08




Quando eu morrer não me deixes levar roupa nem flores.
Cobre-me com bagas de suor acende uma fogueira entre os cipreste e deixa a tua morada zumbir na erva rasteira.
Abandona a carta que nunca me escreveste sobre os meus olhos cava um talhão de imortalidade entre nós.
Abraça-te à nudez.







(fotografia de mel gama)