
morrer devagar
morri devagar.debruçado sobre o rio.
e quando acordei da morte. havia uma cidade nervosa.
cansada de viver nos meus olhos.
hoje perdi todas as vagas do mar. quando cheguei aos cais. cheirava a gasóleo. e os teus cabelos. fundeavam. ao largo de um porto abandonado.
hoje chegaram as cinzas. das últimas cartas que
arderam nos pesadelos. está mais frio. e a chuva. sim. a impiedosa
chuva. quer-me cegar. vi um pássaro ferido. e uma criança louca.
a correr para um hangar que explodiu.
hoje desligaram os geradores. e a corrente que nos liga ao mistério. foi cortada.
hoje disseram-me.que o melhor é desistir.
hoje morri. devagar.
à beira dos teus olhos.
e quando acordei da morte. havia uma cidade nervosa.
cansada de viver nos meus olhos.
hoje perdi todas as vagas do mar. quando cheguei aos cais. cheirava a gasóleo. e os teus cabelos. fundeavam. ao largo de um porto abandonado.
hoje chegaram as cinzas. das últimas cartas que
arderam nos pesadelos. está mais frio. e a chuva. sim. a impiedosa
chuva. quer-me cegar. vi um pássaro ferido. e uma criança louca.
a correr para um hangar que explodiu.
hoje desligaram os geradores. e a corrente que nos liga ao mistério. foi cortada.
hoje disseram-me.que o melhor é desistir.
hoje morri. devagar.
à beira dos teus olhos.
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(imagem de deviantart)