30/07/09

reinos

a vastidão do mar. o musical crepitar das ondas. as brancas pestanas. de uma nuvem que passa. a nudez cintilante. dos rochedos. durante o dia. é do mar. do céu. da areia dourada. que fundo o meu reino. quando anoitece. é com as mãos que te vejo. entre pântanos de névoa. cheiras a campo. a lavanda. as tuas mãos. passeiam na lembrança. como novos remadores. de caravelas. o calor do teu corpo. incendeia-me. no meu peito. os teus lábios. são a curva de um rio. tranquilo. os teus olhos. o refúgio luminoso. da torre do farol. e o vento canta. há uma guitarra que chora. porque não vens à janela? porque não escutas. esta serenata. que te chama?


*


(imagem de steven hanks)

3 comentários:

Anónimo disse...

É na vastidão do mar que reina a tua poesia. é na noite tranquila iluminada pelo velho farol. que chega a lembrança de um corpo ausente. e o vento surpreende-te com uma melodia, que só tu entendes...já vou...

*

Anónimo disse...

é na vastidão do mar que fundas o teu reino.é na vastidão das palavras que partilhas o que cantas.
É na beleza dos sons que vens, e a noite tranquila festeja sempre a tua chegada, envolta em mil e uma estrelas que se acendem para tornar a serenata que só tu consegues ouvir, ainda mais bela.
Orfeu esteve contigo, enquanto escrevias!!!

mari@ disse...

Gostei, lindo como tudo o que escreve!!!