vaga friaalças o olhar
no promontório
mais perto
do meu corpo.
e nunca te vejo.
penso:
a voz que passa
na vazante
é a tua.
pertencem-te
todos os instantes
em que o mar
entra pela escrita
e deixa uma
vaga fria.
escrevo
para o porto
de mar
em que te exilas
e nenhum barco
parte do teu silêncio.
há
no entanto
um sorriso
o teu
que balança triste
em encrespados sonhos
e que chega até mim
por uma enseada
de águas
brandas
*
(imagem de deviantart)

7 comentários:
Besito *
beijo doce... da "tua" mau feitio :)
Muito bonito!
emocionou-me... obrigada.
Bom fim de semana.
Beijinho.
Este já não é o teu verdadeiro blogue. Começa de novo. Precisamos dos teus poemas para alegrarem os nossos dias. beijo
Em boa hora o descobri. Linquei-o no meu blog, espero que não se tenha importado.
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