15/05/09

vaga fria

alças o olhar

no promontório

mais perto

do meu corpo.

e nunca te vejo.

penso:

a voz que passa

na vazante

é a tua.

pertencem-te

todos os instantes

em que o mar

entra pela escrita

e deixa uma

vaga fria.

escrevo

para o porto

de mar

em que te exilas

e nenhum barco

parte do teu silêncio.


no entanto

um sorriso

o teu

que balança triste

em encrespados sonhos

e que chega até mim

por uma enseada

de águas

brandas



*




(imagem de deviantart)

7 comentários:

a.r. disse...

Besito *

carla mar disse...

beijo doce... da "tua" mau feitio :)

Anónimo disse...

Muito bonito!

Anónimo disse...

emocionou-me... obrigada.

Anónimo disse...

Bom fim de semana.
Beijinho.

Anónimo disse...

Este já não é o teu verdadeiro blogue. Começa de novo. Precisamos dos teus poemas para alegrarem os nossos dias. beijo

Miguel Barroso disse...

Em boa hora o descobri. Linquei-o no meu blog, espero que não se tenha importado.