acostumada
na sombra
de um corpo
que não é o seu
oculta a túnica branca
e engendra
armadilhas
que explodem
na falsa inocência dos predadores.
é mulher
ou esfinge?
pássaro branco
em fuga?
há horas
em que os sentimentos
incomodam
e nem a quieta perfeição
das rosas
timbra
a pele dos amantes.
quem já se gastou
em amores
funestos
expõe a crueza
do prazer
no corpo a corpo
sem memória
nem glória.
o sexo na vitrina
torna mais suportável
os dias.
na ausência
de um amor
o sexo
paginado
escancarado
fustiga
ternuras
e brisas
em lances
de bocas
e membros
em fúria.
*
(imagem de deviantart)


1 comentários:
DO AMOROSO ESQUECIMENTO
Eu, agora - que desfecho!
Já nem penso mais em ti...
Mas será que nunca deixo
De lembrar que te esqueci?
Mário Quintana
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