há na minha memória um jardim. por onde passas dia e noite colhendo os perfumes da terra. de madrugada vejo-te no caramanchão a debulhar pólen ou de olhos estirados. no manso baloiçar dos plátanos. e eu à espera que voltes a passar à porta dos sonhos. para de mãos trémulas te oferecer uma braçada de rosas.*
(pintura de jia lu)