28/01/08


espero-te...

espero-te
em todas as avenidas nuas
os teus seios
afundados em mim
mastros indomáveis
de errantes navegadores.

espero-te
húmida e doce
fruto tropical
lavado pelas chuvas de verão.
percorrer-te os ombros
dedos em desalinho
boca de incêndio
sobre a gruta acesa.

até que tudo deflagre
em gritos e veios de mel derramado
espero-te.

no infinito orgasmo
até que a última palavra
nasça exausta
do último abraço.


(fotografia de heliz)