13/03/08


"Nenhuma dúvida, nem um cutelo desferido sobre a alma podem matar a sinceridade de um sorriso. Dizes que eu te roubei o brilho do rosto, apaguei a luz dos teus olhos, burlei até o inocente gesto da saudade. Que farei eu, ladrão de tantas pérolas de suor, de tantos olhares felizes que em ti amanheciam em plena escuridão? Que faço aos bolsos vazios da alma e a estas mãos vazias?
Só posso esperar que o amor sobreviva depois de o mundo ruir."


(fotografia de augusto peixoto)